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Irão a ferro e fogo

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Washington transmite plano de 15 pontos a Teerão para pôr fim à guerra




Os Estados Unidos transmitiram ao Irão um plano de 15 pontos para pôr fim ao conflito, exigindo que entregue todo o combustível nuclear enriquecido que tem e mantenha aberto o Estreito de Ormuz, noticiaram media norte-americanos e israelitas.


Washington transmite plano de 15 pontos a Teerão para pôr fim à guerra




O New York Times e o canal de televisão israelita Channel 12 afirmam que a administração Trump transmitiu as suas exigências ao Irão, através do Paquistão, que mantém boas relações com ambas as partes.



De acordo com três fontes não identificadas citadas pelo Channel 12, os negociadores norte-americanos --- o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Donald Trump, Jared Kushner --- propõem um cessar-fogo de um mês, o tempo necessário para que as autoridades iranianas analisem os seus pedidos.




Entre os 15 pontos apresentados, os cinco primeiros dizem respeito ao setor nuclear: Washington exige que o Irão renuncie a dotar-se de armas atómicas, que entregue todo o combustível enriquecido de que dispõe numa data fixada pelas partes, e que várias instalações nucleares importantes sejam desmanteladas.




O Irão terá também de abandonar o apoio a milícias regionais e deixar de financiar ou armar grupos como o Hezbollah ou o Hamas.




É ainda proposta a imposição de limites à quantidade de mísseis de que o país poderá dispor e ao seu raio de ação.




Além disso, o Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% dos hidrocarbonetos mundiais, deverá permanecer aberto à circulação marítima.




Em contrapartida, o Irão obteria o levantamento das sanções internacionais contra si e apoio para o seu programa nuclear civil.




A Casa Branca e o Departamento de Estado não confirmaram a informação.




Não é feita qualquer menção neste plano a uma mudança de regime no Irão, alvo desde 28 de fevereiro de ataques israelitas e norte-americanos.



Organização Marítima Internacional (OMI) afirmou hoje ter recebido do Irão a garantia de que "navios não hostis" podem transitar pelo Estreito de Ormuz, desde que respeitem as regras de segurança e proteção.




Segundo a agência das Nações Unidas para a segurança marítima, a garantia consta de um documento, datado de domingo, emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, com pedido de que fosse divulgado, o que a OMI fez aos seus Estados-Membros e organizações não-governamentais.




"Os navios não hostis (...) podem --- desde que não participem em atos de agressão contra o Irão nem os apoiem e que cumpram integralmente as regras de segurança e proteção em vigor --- beneficiar de uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz, em coordenação com as autoridades competentes", refere o documento divulgado.




Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.



Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.




Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos - entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nos últimos dias.




A organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou a 23 de março o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.268, entre as quais 1.443 civis - incluindo 217 crianças -, 1.167 militares e 658 pessoas cujo estatuto não foi precisado.




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Teerão diz ter visado com mísseis porta-aviões dos EUA




O Irão disse hoje ter visado com mísseis um porta-aviões norte-americano, obrigando-o a "mudar de posição", quando Washington diz ter um plano de paz e países terceiros promovem esforços diplomáticos para sair da escalada militar.


Teerão diz ter visado com mísseis porta-aviões dos EUA





Em comunicado, a Marinha iraniana afirmou que os disparos de mísseis obrigaram o porta-aviões "Abraham Lincoln", destacado no Golfo, "a mudar de posição".



"Assim que esta frota hostil entrar no alcance dos nossos sistemas de mísseis, será alvo de ataques poderosos", alertou o comandante da Marinha, almirante Shahram Irani, em comunicado.




As forças armadas dos Estados Unidos (EUA) ainda não confirmaram o ataque iraniano.




O anúncio, que acompanha uma forte troca de ataques entre Israel e Irão na região, ocorre numa altura em que surgem iniciativas para pôr fim a uma guerra que se prolonga há quase um mês.




O embaixador do Irão no Paquistão negou qualquer conversação com Washington.




"Ao contrário do que [o Presidente dos EUA, Donald] Trump afirma -- até agora, não houve negociações, diretas ou indiretas, entre os dois países", disse Reza Amiri Moghadam, que considerou "natural que os países amigos estejam sempre envolvidos em consultas com ambas as partes".




A imprensa iraniana ridicularizou hoje o que classificou de "mentiras" do Presidente dos EUA, com o diário conservador Javan a exibi-lo na primeira página com o nariz de Pinóquio.




Na terça-feira, Donald Trump assegurou que estavam em curso discussões para pôr fim ao conflito, com o seu enviado Steve Witkoff, o seu genro Jared Kushner, o vice-presidente, JD Vance, e o chefe da diplomacia, Marco Rubio.



Do lado iraniano, a República Islâmica tem negado quaisquer discussões.



Segundo a imprensa dos EUA e Israel, Washington propôs ao Irão um plano de paz em 15 pontos através do Paquistão, com boas relações com ambos os lados.



Segundo três fontes não identificadas citadas pela televisão israelita Channel 12, os Estados Unidos defendem um cessar-fogo de um mês para Teerão considerar as suas exigências.



Cinco dos 15 pontos dizem respeito ao programa nuclear iraniano, outros ao abandono do apoio aos aliados regionais do Irão, como o Hezbollah do Líbano ou o Hamas palestiniano. O plano também insiste na reabertura do Estreito de Ormuz à navegação.




Em troca, o Irão obteria o levantamento das sanções internacionais e apoio ao seu programa nuclear civil. Isto representa uma inversão em relação às declarações de Donald Trump no início de março, que exigiam uma "capitulação incondicional" por parte do Irão.



O Irão afirmou entretanto que "navios não hostis" podem agora "beneficiar de uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz", segundo a Organização Marítima Internacional (OMI).




Quase 20% da produção mundial de hidrocarbonetos passa por este estreito estratégico, cujo quase total bloqueio de Teerão nas últimas semanas fez disparar os preços do petróleo e abrandou a atividade em todo o mundo.



Apesar da troca de mensagens, os confrontos prosseguem e a imprensa norte-americana dá conta do envio de uma unidade de elite de paraquedistas como reforço para o Médio Oriente.




A Guarda Revolucionária do Irão anunciou hoje ter atacado o norte e centro de Israel, incluindo a área de Telavive.




Imagens da agência francesa AFP captaram rastos de foguetes a atravessar a cidade costeira de Netanya, enquanto sirenes de alerta soavam em grande parte do centro do país.




Bases militares dos EUA no Kuwait, Jordânia e Bahrein foram alvos de ataques iranianos. No Kuwait, um ataque com drone incendiou um depósito de combustível no aeroporto internacional do emirado, segundo a Autoridade de Aviação Civil.




Os países do Golfo Pérsico apelaram ao Irão para que cessasse imediatamente os seus ataques aos seus territórios e pagasse reparações, durante um debate em Genebra perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.




Por sua vez, o exército israelita voltou a anunciar ataques em Teerão.




Israel continua também a sua ofensiva no Líbano, onde pelo menos nove pessoas foram mortas durante a noite em três ataques ao sul, considerado por Israel como um reduto do movimento pró-iraniano Hezbollah, segundo a agência oficial de notícias libanesa Ani.




O exército israelita ordenou que os residentes de sete bairros nos subúrbios do sul de Beirute, outro reduto do Hezbollah já quase deserto, se retirassem em antecipação a novas operações.




Desde que o Líbano foi sujeito a uma nova guerra no seu território, após ataques do grupo xiita Hezbollah a Israel a 02 de março, os ataques israelitas mataram mais de 1.000 pessoas e deslocaram mais de um milhão, segundo as autoridades libanesas.




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Irão? "Eles estão a negociar, mas têm medo de o dizer", garante Trump




O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a liderança do Irão está a negociar um acordo de cessar-fogo, mas que o nega publicamente por receio de "ser assassinada pelos seus".


Irão? Eles estão a negociar, mas têm medo de o dizer, garante Trump





"Eles (líderes iranianos) estão a negociar, querem mesmo chegar a um acordo. Mas têm medo de o dizer, porque acham que, caso contrário, serão mortos pelos seus", declarou Donald Trump na quarta-feira perante deputados republicanos do Congresso durante o jantar anual do Comité Nacional Republicano, em Washington.



Desde início dos ataques israelo-norte-americanos contra o Irão, a 28 de fevereiro, foram eliminados alguns dos principais dirigentes da República Islâmica, incluindo o Líder Supremo 'Ayatollah' Ali Khamenei, sendo declarado como sucessor deste o filho Mojtaba Khamenei, que não é visto em público há várias semanas, alimentando rumores sobre o seu estado de saúde.



O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano declarou na quarta-feira que abrir negociações de paz com os Estados Unidos nesta fase seria reconhecer uma derrota e avisou que a República Islâmica prefere "continuar a resistir".



Na primeira reação oficial de Teerão à oferta de conversações por parte de Washington, Abbas Araqchi disse, na televisão estatal, que a República Islâmica "não planeia nenhuma negociação" sobre o conflito desencadeado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.



O Irão pretende "terminar a guerra nos próprios termos" e criar condições "para que nunca mais se repita", adiantou.



Em resposta aos ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel em solo iraniano, Teerão lançou ondas de mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do abastecimento mundial de petróleo bruto.



Pouco antes das declarações do governante iraniano, a Casa Branca avisou que os Estados Unidos poderão "desencadear o inferno" caso o Irão cometa um "erro de cálculo" e se recuse a reconhecer a derrota militar.



O Irão "será atingido com mais força do que nunca", ameaçou a porta-voz da presidência norte-americana, que insistiu na existência de contactos diplomáticos com Teerão para pôr fim à guerra.



"As negociações continuam. São produtivas, como disse o Presidente [Donald Trump] e vão continuar a sê-lo", afirmou Karoline Leavitt sobre a iniciativa de diálogo de Washington, até agora negada por Teerão.



A estação pública Press TV já tinha noticiado que Teerão rejeitou uma proposta de 15 pontos do líder norte-americano para terminar a guerra, embora citando um responsável iraniano não identificado.



Depois disso, surgiram várias mensagens do Irão em tom de desafio à Casa Branca.



No seu discurso em Washington, Trump queixou-se da cobertura mediática da guerra, em particular de notícias e análises que questionam a sua visão triunfalista sobre o conflito, que já se arrasta há quase um mês.


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EUA "desencadearão o inferno", se Irão cometer "um erro de cálculo"




A Casa Branca avisou hoje que poderá "desencadear o inferno" caso o Irão cometa um "erro de cálculo" no conflito com os Estados Unidos (EUA) e Israel, garantindo que Washington está preparado para intensificar a resposta militar.


EUA desencadearão o inferno, se Irão cometer um erro de cálculo




Em conferência de imprensa, a porta-voz da presidência norte-americana, Karoline Leavitt, afirmou que, se Teerão "se recusar a aceitar a realidade atual" e não reconhecer a sua derrota militar, o Presidente Donald Trump "irá assegurar que será atingido com mais força do que nunca".



"O Presidente Trump não está a fazer 'bluff' e está preparado para desencadear o inferno. O Irão não deve cometer outro erro de cálculo", acrescentou Leavitt.




Apesar da retórica, a Casa Branca insistiu que continuam em curso contactos diplomáticos com o Irão para pôr fim à guerra, contrariando declarações recentes de responsáveis iranianos que negavam a existência de negociações.




Segundo Leavitt, as discussões "continuam e são produtivas", reiterando uma posição já expressa por Trump no início da semana.




Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra o Irão.




O regime de Teerão respondeu à ofensiva com ataques contra os países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental para escoar o petróleo e o gás natural produzidos na região.



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Parlamento iraniano quer cobrar portagem no estreito de Ormuz




O parlamento iraniano pretende aprovar uma lei para cobrar portagem aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula 20% do petróleo mundial, informou a agência de notícias Tasnim.


Parlamento iraniano quer cobrar portagem no estreito de Ormuz




"Procuramos um projeto de lei que reconheça legalmente a soberania, o domínio e a supervisão do Irão sobre o estreito de Ormuz e que, além disso, seja uma fonte de receitas para o país através da cobrança de uma portagem", afirmou o presidente da comissão de Assuntos Civis do parlamento, Mohamad Reza Rezaei Kochi, de acordo com a Tasnim.



A mesma fonte indicou que está a ser elaborado um projeto de lei para "cobrar uma taxa pela prestação de segurança aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz".




O responsável afirmou que se espera que o projeto seja finalizado na próxima semana --- o início da semana iraniana é no sábado --- e, em seguida, vai ser apresentado ao parlamento para discussão.




A República Islâmica mantém o estreito de Ormuz bloqueado "aos inimigos" desde o início da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro, embora tenha permitido a passagem de petroleiros de países que considera amigos, como Tailândia ou Índia.





Este bloqueio elevou o preço do petróleo, uma vez que o estreito é fundamental para o comércio energético global, pelo que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu ao Irão que reabrisse a passagem, algo a que o país persa se recusou a fazer até ao momento.



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Rússia prepara envio de drones e alimentos para o Irão




A Rússia está prestes a concluir o envio gradual de drones, medicamentos e alimentos para o Irão noticiou hoje o jornal Financial Times citando fontes dos "serviços de informações ocidentais".


Rússia prepara envio de drones e alimentos para o Irão




Segundo o jornal britânico, altos funcionários iranianos e russos iniciaram conversações secretas sobre a entrega de drones poucos dias após os primeiros ataques contra Teerão, que começaram no passado dia 28 de fevereiro.



"Espera-se que os envios estejam concluídos até ao final deste mês", indicou a edição de hoje do Financial Times.




A confirmar-se, a entrega de aparelhos aéreos não tripulados (drones) passa a ser "a primeira prova" do apoio bélico de Moscovo a Teerão.




O porta-voz da Presidência da Rússia, Dmitri Peskov, afirmou que "estão a circular muitas falsidades", mas acrescentou que Moscovo mantém um "diálogo contínuo com a liderança iraniana".




Moscovo reconheceu ainda o envio de ajuda humanitária, incluindo mais de 13 toneladas de medicamentos entregues via Azerbaijão, segundo o jornal.




Especialistas citados pelo Financial Times, disseram que o Irão lançou mais de três mil drones de ataque unidirecionais desde o início do conflito e procura modernizar os sistemas com tecnologia russa.




A Rússia já forneceu a Teerão "informações, imagens captadas por satélite e dados sobre alvos" e, desde 2023, tem vindo a produzir drones baseados em projetos iranianos, modificados para contornar as defesas aéreas e transportar cargas mais pesadas, acrescentou o jornal britânico.



O Irão terá também solicitado sistemas de defesa aérea mais avançados, incluindo o S-400, mas Moscovo terá rejeitado o pedido por receio de "uma escalada das tensões com os Estados Unidos", além da complexidade do treino militar necessário, disseram as mesmas fontes ao Financial Times.



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Soldado israelita morto em confrontos no Líbano




Um soldado israelita foi morto em confrontos com o grupo político e militar xiita Hezbollah no sul do Líbano, afirmou hoje o exército israelita.


Soldado israelita morto em confrontos no Líbano





Com esta morte, sobe para três o número de soldados israelitas mortos na nova ofensiva contra o país vizinho, que inclui a invasão de zonas a sul do rio Litani.



O exército israelita identificou o soldado morto como Ori Greenberg, de 21 anos, membro da Unidade de Reconhecimento da Brigada Golani, depois de o Hezbollah ter reivindicado a responsabilidade por uma emboscada contra um grupo de soldados e tanques na zona entre Taibe e Qantara.



O grupo libanês afirmou que os seus militantes destruíram 10 tanques e dois tratores blindados no seu ataque contra as forças israelitas, segundo a televisão al-Manar, ligada ao Hezbollah.




Israel não confirmou se se trata do mesmo caso.




Noutro incidente, o Hezbollah reivindicou a autoria de um ataque com 'rockets' contra o quartel-general do Ministério da Defesa israelita em Telavive, descrevendo-o como "uma resposta aos contínuos ataques do inimigo contra civis, deslocações forçadas e destruição brutal de edifícios, complexos residenciais e infraestruturas civis" no Líbano.




As autoridades libanesas elevaram para quase 1.100 o número de mortos provocado pelos bombardeamentos e operações terrestres lançadas por Israel em resposta aos ataques do Hezbollah em retaliação pelo assassinato do líder supremo do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei, durante a ofensiva conjunta lançada a 28 de fevereiro com os Estados Unidos.




Israel já tinha lançado dezenas de bombardeamentos contra o Líbano nos últimos meses, apesar do cessar-fogo assinado em novembro de 2024, alegando estar a agir contra as atividades do Hezbollah e afirmando que, por isso, não está a violar o pacto.




No entanto, tanto as autoridades libanesas como o grupo criticaram estas ações, que foram também condenadas pelas Nações Unidas.



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Israel reivindica morte de comandante da marinha da Guarda Revolucionária




O exército eliminou o comandante da marinha da Guarda Revolucionária iraniana, anunciou hoje o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, referindo que se tratava do "responsável direto pela colocação de minas e bloqueio do estreito de Ormuz".


Israel reivindica morte de comandante da marinha da Guarda Revolucionária





Num vídeo divulgado pelo seu gabinete, Katz prometeu que Israel "continuará a caçá-los um a um", referindo-se à Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica.



"Hoje, as Forças de Defesa de Israel (FDI) eliminaram o comandante da marinha da Guarda Revolucionária [Alireza Tangsiri], numa operação precisa e letal", disse o ministro, acrescentando que "vários responsáveis" da organização também foram mortos no ataque, mas sem especificar as suas identidades.




Katz salientou que Tangsiri "foi diretamente responsável pelos atos terroristas de bombardeamento e bloqueio do estreito de Ormuz" e alegou que esta morte constitui "uma mensagem clara para todos os altos responsáveis da organização terrorista iraniana", incluindo os da Guarda Revolucionária.




"As Forças de Defesa de Israel continuarão a eliminá-los um a um", ameaçou Katz, sublinhando que a morte de Tangsiri é uma "notícia importante" para os Estados Unidos e "uma demonstração da ajuda das FDI para a abertura do estreito de Ormuz".




"Continuamos a operar no Irão com todas as nossas forças para alcançar os objetivos da guerra", acrescentou.




A morte de Tangsiri, nascido em 1964 e comandante da marinha da Guarda Revolucionária desde 2018, ainda não foi confirmada pelas autoridades iranianas.




O responsável estava sob sanções dos EUA desde junho de 2019, quando Washington o designou como terrorista.




As autoridades iranianas confirmaram, na sua última contagem, mais de 1.500 mortes resultantes da ofensiva israelo-americana, embora a organização não-governamental Ativistas dos Direitos Humanos no Irão tenha elevado o número para mais de 3.000.




Entre os mortos estão figuras proeminentes do Irão como o líder supremo, o 'ayatollah' Ali Khamenei, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, os ministros da Defesa e da Inteligência, Aziz Nasirzadeh e Esmaeil Khatib, respetivamente, e responsáveis das forças armadas e de outras agências de segurança.



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Irão aplaude grande onda de ataques do Hezbollah "numa só noite"




O Irão aplaudiu hoje o lançamento pelo movimento xiita libanês Hezbollah de até 87 ataques "numa só noite" contra alvos do Exército israelita, em retaliação à ofensiva ao Líbano iniciada por Israel a 02 de março.


Irão aplaude grande onda de ataques  do Hezbollah numa só noite




"Antes do início da guerra, disse numa entrevista que o Hezbollah estava mais vivo que nunca; hoje, as operações-relâmpago e os contínuos ataques de elevada qualidade, que infligiram pesadas perdas aos meios e às forças do inimigo sionista, provam-no", afirmou o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, numa mensagem publicada nas redes sociais.



Qalibaf acrescentou ser por isso que "o Hezbollah é o orgulho do Islão".




"Saibam que vos espera um sem-fim de surpresas, portanto, ponham-se em guarda", afirmou, sem pormenorizar.




As autoridades libanesas elevaram o número de mortos para quase 1.100, em consequência da onda de bombardeamentos e operações terrestres lançadas por Israel em resposta aos disparos de foguetes pelo Hezbollah, em retaliação pelo assassínio do ex-líder supremo do Irão Ali Khamenei, durante a ofensiva conjunta lançada a 28 de fevereiro com os Estados Unidos contra a República Islâmica.




Israel já tinha efetuado nos últimos meses dezenas de ataques aéreos ao Líbano, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que estava a atuar contra as atividades do Hezbollah, pelo que não estava a violar o acordo.




No entanto, tanto as autoridades libanesas como o movimento xiita libanês pró-iraniano denunciaram tais ações, também condenadas pela ONU.



Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que "os Estados Unidos apoiaram o bloqueio israelita" à Faixa de Gaza, "cortando a ajuda" humanitária sob o pretexto da segurança, ao mesmo tempo que "condenam o Irão por se defender no estreito de Ormuz".




"Dois pesos e duas medidas: os crimes de Israel são aceitáveis, ao passo que a defesa do Irão contra os agressores é condenada. O Direito Internacional não é um instrumento de conveniência", sublinhou o chefe da diplomacia da República Islâmica numa mensagem divulgada nas redes sociais.




Na quarta-feira, o Ministério da Saúde do Líbano anunciou que os ataques israelitas fizeram 1.094 mortos desde o início da guerra, mais de 3.000 feridos e mais de um milhão de deslocados, o que corresponde a mais de um sexto da população.




Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do programa nuclear, que afirmou destinar-se apenas a fins civis.



Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.




Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos, incluindo Khamenei, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nos últimos dias.




A 23 de março, a organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.268, entre as quais 1.443 civis, 1.167 militares e 658 pessoas cujo estatuto não foi precisado.



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Irão lança novos ataques contra Israel e alvos dos EUA no Golfo Pérsico




O Irão anunciou hoje uma nova vaga de ataques contra Israel e alvos norte-americanos em países do Golfo Pérsico, tendo explosões sido ouvidas também no sul de Beirute, com a comunicação social a noticiar ataques israelitas.


Irão lança novos ataques contra Israel e alvos dos EUA no Golfo Pérsico




A Guarda Revolucionária iraniana publicou um comunicado, divulgado pela agência Fars, no qual detalhou os alvos da 83.ª vaga de bombardeamentos, desta vez dirigida contra a localidade israelita de Modiin e os depósitos de petróleo de Ashdod, uma das maiores refinarias de Israel, bem como as bases militares de Al Dafra (Emirados Árabes Unidos), Al Adairi e Ali Al Salem (Kuwait) e Sheikh Isa (Bahrein).



As Forças de Defesa de Israel (FDI) identificaram, por sua vez, pelo menos duas salvas de mísseis sobre o país, que não causaram feridos nem vítimas, de acordo com serviços de emergência israelitas.




O Exército do Kuwait afirmou ter intercetado drones, tal como o Ministério da Defesa da Arábia Saudita.



Os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciados no passado dia 28 de fevereiro, provocaram a resposta de Teerão sob a forma de lançamentos constantes de mísseis sobre Israel e bases militares norte-americanas no Golfo.



Entretanto, explosões foram ouvidas no sul de Beirute nas primeiras horas de hoje, de acordo com jornalistas da agência France-Presse (AFP), com os meios de comunicação locais a noticiarem ataques israelitas.


Imagens da AFP mostraram fumo a subir dos subúrbios a sul da capital libanesa, considerada por Israel como um reduto do movimento pró-Irão Hezbollah. Não se sabe para já se o ataque causou vítimas.



Esta zona tem sido alvo de ataques regulares desde que o Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente, em 02 de março.



O exército israelita não emitiu qualquer aviso ou pedido de evacuação prévia na zona atingida pelo ataque.



Normalmente densamente povoada, esta área ficou praticamente deserta desde o início das hostilidades.



O Líbano foi arrastado para a guerra no início de março, quando o Hezbollah, apoiado por Teerão, começou a disparar foguetes contra Israel para vingar o assassínio do líder supremo iraniano Ali Khamenei, morto no primeiro dia da ofensiva americano-israelita no Irão.



Enquanto Israel manifesta determinação em intensificar a campanha militar contra o movimento islamista, este último reivindicou uma série de ataques contra as tropas israelitas que estão a realizar uma incursão terrestre no sul do Líbano.



O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na quarta-feira que Israel estava a alargar uma "zona tampão" no Líbano para "afastar a ameaça dos mísseis" do Hezbollah.



O movimento declarou que combatentes continuavam hoje os ataques contra as tropas israelitas no sul do Líbano.


Na quinta-feira, meios de comunicação oficiais noticiaram ataques mortíferos de Israel em várias zonas do sul do país. O Hezbollah reivindicou mais de 90 ataques contra alvos israelitas no interior do Líbano e do outro lado da fronteira.



Por seu lado, o exército israelita declarou na quinta-feira que dois soldados foram mortos no sul do Líbano, enquanto os serviços de emergência israelitas indicaram que um foguete disparado a partir do Líbano matou um homem na região de Nahariya, no norte de Israel.



De acordo com as autoridades libanesas, os ataques israelitas realizados desde 02 de março causaram pelo menos 1.116 mortos, incluindo 121 crianças, e mais de um milhão de pessoas foram deslocadas.



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Israel lança novos ataques contra Teerão




O exército de Israel anunciou hoje novos ataques contra Teerão, capital do Irão, quando se aproxima o primeiro mês de guerra entre os dois países.


Israel lança novos ataques contra Teerão





As Forças de Defesa de Israel (FDI, na sigla em inglês) publicaram uma breve mensagem na plataforma Telegram, na qual afirmaram ter "concluído uma ampla onda de ataques contra a infraestrutura do regime terrorista do Irão em Teerão".



Meios de comunicação como a televisão catari Al Jazeera e a agência de notícias iraniana Tasnim relataram explosões na capital iraniana.




Desde 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra a República Islâmica, os bombardeamentos sobre o Irão não têm cessado.



As autoridades iranianas não atualizam o número oficial de vítimas mortais desde 05 de março, quando estimaram o número de mortos em 1.230.



Desde então, o silêncio oficial contrasta com os números divulgados por organizações independentes, que apontam para um balanço muito mais elevado.



De acordo com a HRANA, uma organização não governmental da oposição iraniana com sede nos Estados Unidos, nos primeiros 24 dias de guerra morreram pelo menos 3.268 pessoas, entre elas 1.443 civis.



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Mais de 100 projéteis disparados pelo Hezbollah contra Israel




As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram hoje que a milícia xiita pró-iraniana Hezbollah lançou nas últimas horas mais de 100 projéteis contra o país.


Mais de 100 projéteis disparados pelo Hezbollah contra Israel




Segundo a imprensa local, num dos ataques um 'rocket' atingiu vários carros estacionados na localidade costeira de Nahariya, no norte do país, matando um homem.



Trata-se da segunda vítima mortal de um projétil do Hezbollah desde que este grupo atacou Israel a 02 de março, em resposta à ofensiva israelo-norte-americana no Irão, iniciada a 28 de fevereiro.




No Líbano, a ofensiva israelita por via aérea e terrestre já causou mais de 1.100 mortos e um milhão de deslocados, segundo as autoridades locais.




Também hoje, pelo menos dez salvas de mísseis foram dirigidas à região de Telavive e ao centro de Israel, e ainda a Jerusalém e à cidade costeira de Haifa, no norte, causando danos.



Até ao momento, registaram-se em Israel 18 mortos devido a mísseis iranianos e projéteis do Hezbollah.




O Exército calcula que o Irão tenha lançado mais de 400 mísseis contra o seu território, com uma taxa de interceção de 92%.




As zonas a norte de Israel têm sido alvo de ataques por parte do grupo pró-iraniano.




Na terça-feira, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou que as Forças Armadas vão criar uma linha de defesa avançada desde a fronteira israelita até ao rio Litani no sul do Líbano e que teria cerca de 30 quilómetros de área.




Numa gravação divulgada pelo seu gabinete, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na quarta-feira que Israel estava a alargar a "zona tampão" no Líbano para "afastar a ameaça dos mísseis" do Hezbollah.



As FDI afirmaram hoje ter morto 700 membros do Hezbollah desde início da ofensiva no Líbano.



O exército israelita anunciou ainda a morte "em combate" de dois soldados no sul do Líbano, elevando para quatro o número de soldados israelitas mortos no sul do país desde o início do conflito com o Hezbollah.



Por sua vez, o movimento xiita disse que vai intensificar os ataques contra Israel, incluindo contra as tropas israelitas que avançam na incursão pelo sul do Líbano.

O líder da oposição israelita, Yair Lapid, acusou hoje o Governo chefiado por Benjamin Netanyahu de conduzir o país para uma "catástrofe de segurança" devido à escassez de tropas para várias frentes militares "sem estratégia".



Num pronunciamento televisivo, Lapid acusou o executivo de enviar o exército para "combater em múltiplas frentes sem estratégia, sem os recursos necessários e com um número muito reduzido de soldados", em plena ofensiva lançada em 28 de fevereiro com os Estados Unidos contra o Irão e também contra movimento xiita pró-iraniano Hezbollah no vizinho Líbano.



"Os nossos pilotos, os nossos combatentes estão a escrever capítulos gloriosos na história do Estado de Israel... Mas as Forças de Defesa de Israel estão a ser levadas ao limite", alertou o político israelita, criticando o Governo de deixar "o exército ferido, abandonado no campo de batalha".


Segundo a imprensa israelita, Yaer Lapid salientou "dez sinais de alerta" que disse terem sido levantados pelo comandante do exército, Eyal Zamir, numa reunião com o executivo, dos quais concluiu que as forças armadas podem entrar em colapso em breve devido às crescentes exigências operacionais e à escassez de pessoal.



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Líder saudita estará a pressionar Trump para continuar a guerra no Irão




O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, estará a pressionar o presidente norte-americano, Donald Trump, a contunuar a guerra contra o Irão, alegadamente por ser uma "oportunidade histórica" para remodelar o Médio Oriente.


Líder saudita estará a pressionar Trump para continuar a guerra no Irão





O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, estará a pressionar o presidente norte-americano, Donald Trump, a prosseguir com o conflito contra o Irão, por considerar tratar-se de uma "oportunidade histórica" para remodelar o Médio Oriente.



A informação foi avançada pelo New York Times, com base em relatos de pessoas informadas por funcionários norte-americanos, que deram conta de que, numa série de conversas ao longo da última semana, o líder da Arábia Saudita alertou que o Irão representa uma ameaça a longo prazo para o Golfo Pérsico, que só pode ser eliminada com a queda do governo.



Ainda que o magnata pareça, por vezes, estar disposto a colocar um ponto final no conflito, o príncipe saudita terá argumentado que isso seria um erro. Ao invés, tem vindo a apelar a que sejam lançados ataques contra as infraestruturas energéticas do Irão, para enfraquecer o governo.


Por outro lado, as autoridades sauditas negaram esta tese, assegurando que “o Reino da Arábia Saudita sempre apoiou uma resolução pacífica para este conflito, mesmo antes de ter começado”.


“A nossa principal preocupação é defender-nos dos ataques diários contra o nosso povo e as nossas infraestruturas civis. […] O Irão optou por uma política de risco perigosa em vez de soluções diplomáticas sérias. Isto prejudica todas as partes envolvidas, mas nenhuma mais do que o próprio Irão”, disse o governo saudita, em comunicado.



Analistas consultados pelo New York Times ressalvaram que, apesar de o príncipe Mohammed preferir evitar uma guerra, poderá estar preocupado com a hipótese de a Arábia Saudita e o resto do Médio Oriente ficarem por sua conta a enfrentar o Irão, caso Trump decida dar a operação militar como concluída. Nessa linha, a Arábia Saudita ficaria exposta a frequentes ataques iranianos, e poderia permitir que o Irão fechasse periodicamente o Estreito de Ormuz, prejudicando o setor energético da região.



É que, recorde-se, a maioria do petróleo saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Kuwait tem de passar pelo estreito para chegar aos mercados internacionais. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos construiram oleodutos para contornar a situação, mas essas rotas alternativas também têm sido alvo de ataques durante o conflito.



Saliente-se que os Estados Unidos não descartaram uma operação terrestre na República Islâmica, o que levou Teerão a ameaçar intensificar ataques contra Israel e alvos norte-americanos nos países do Golfo Pérsico, bem como a reforçar o controlo sobre o Estreito de Ormuz e o Estreito de Bab el-Mandeb, vias navegáveis cruciais para o comércio global.



Note ainda que, na terça-feira, as autoridades da Arábia Saudita anunciaram terem intercetado 27 drones na zona oriental do país, atribuindo os ataques às forças iranianas. Já na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, alertou que o reino pode vir a responder militarmente aos ataques iranianos.


Entretanto, o presidente norte-americano, Donald Trump, estendeu a sua moratória sobre ataques à infraestrutura energética do Irão até ao dia 6 de abril, "a pedido do governo" de Teerão, conforme declarou na sua rede social.



nm
 
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