Teerão intensificou ataques contra instalações de energia no Golfo
O Irão intensificou hoje os ataques contra infraestruturas de energia dos países do Golfo, incendiando instalações de gás natural liquefeito (GNL) do Qatar e duas refinarias de petróleo do Kuwait.
O agravamento da guerra no Médio Oriente fez disparar novamente os preços globais dos combustíveis, com o preço do gás na Europa a disparar hoje 35%.
Um navio atingido incendiou-se hoje ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos e outro ficou danificado perto do Qatar, numa altura em que se verifica um controlo "de facto" do Estreito de Ormuz por parte do Irão.
O Qatar, importante fornecedor de gás natural para os mercados mundiais, informou hoje que os bombeiros extinguiram um incêndio numa instalação de GNL, depois de ter sido atingida por mísseis iranianos.
A produção já tinha sido interrompida após ataques anteriores, mas o país afirmou que a última vaga de mísseis causou incêndios "consideráveis".
Um ataque com um aparelho aéreo não tripulado (drone) contra a refinaria Mina Al-Ahmadi, no Kuwait, provocou um grande incêndio, segundo a agência de notícias estatal KUNA.
A refinaria é uma das maiores do Médio Oriente, com uma capacidade de produção de petróleo de 730 mil barris por dia.
As autoridades de Abu Dhabi disseram hoje que foram forçadas a interromper as operações na instalação de gás em Habshan e no campo de Bab.
Os países do Golfo condenaram os ataques iranianos contra instalações de prospeção e distribuição de energia.
As sirenes de alerta de mísseis soaram em várias outras áreas em redor do Golfo, e Israel alertou para a possibilidade de novos ataques iranianos.
O petróleo Brent, referência internacional, estava hoje acima dos 110 dólares por barril, uma subida de mais de 50% desde que Israel e os Estados Unidos iniciaram a guerra a 28 de fevereiro com ataques contra o Irão.
O regime de Teerão retaliou após Israel ter atingido o campo de South Pars, o maior do mundo, localizado na costa do Golfo Pérsico e propriedade conjunta do Irão e do Qatar.
Com cerca de 80% de toda a energia gerada no Irão proveniente de gás natural, segundo a Agência Internacional de Energia, com sede em Paris, o ataque ameaçou diretamente o fornecimento de eletricidade ao país.
O gás natural é também utilizado para aquecimento e para cozinhar em casas de toda a República Islâmica.
O Irão condenou o ataque a South Pars, com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, a alertar para "consequências incontroláveis" que podem afetar o mundo inteiro.
Nos Estados Unidos, o Presidente Donald Trump afirmou que Israel não voltaria a atacar South Pars, mas acrescentou que, se o Irão continuasse a atacar as infraestruturas energéticas do Qatar, a retaliação de Washington iria ser no sentido de destruir "completamente" toda a instalação.
Entretanto, a companhia Qatar Energy disse que um míssil atingiu hoje a "enorme instalação" de GNL em Ras Laffan, provocando um incêndio.
Um navio foi também atingido ao largo da costa do país registou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.
A Arábia Saudita também informou ter abatido, durante a noite, drones iranianos que tinham como alvo as instalações de gás natural.
Outro navio foi incendiado hoje, ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos e ainda não é claro se foi alvo de um ataque ou atingido por destroços perto da entrada do Estreito de Ormuz, por onde navega um quinto do petróleo mundial.
Até ao momento, mais de 20 embarcações foram atacadas durante a guerra com o Irão.
O número de mortos aumentou na terceira semana de guerra sendo que mais de 1.300 pessoas no Irão foram vítimas dos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel.
Os ataques israelitas deslocaram mais de um milhão de libaneses --- aproximadamente 20% da população ---, segundo o Governo de Beirute, que afirma que 968 pessoas foram mortas.
Em Israel, 15 pessoas morreram na sequência de disparos de mísseis iranianos.
Pelo menos 13 militares norte-americanos foram mortos desde o princípio do conflito.
Arábia Saudita ameaça Irão com resposta militar por paciência ter limites
A Arábia Saudita advertiu hoje o Irão que a paciência tem limites e ameaçou dar uma resposta militar aos ataques que tem sofrido, juntamente com outros países, em retaliação à ofensiva israelo-americana contra Teerão.
"O reino e os seus parceiros possuem capacidades significativas e a paciência que temos demonstrado não é ilimitada", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan.
Sem adiantar prazos, o ministro saudita disse que a resposta militar regional poderá ocorrer a qualquer momento.
"Poderá ser um dia, dois dias ou uma semana, não o direi", afirmou a partir da capital, Riade, após uma reunião com 11 países para abordar a situação.
Bin Farhan realçou que a Arábia Saudita "se reserva o direito de adotar ações militares, se o considerar necessário".
As autoridades sauditas confirmaram o impacto de um drone numa refinaria na cidade portuária de Yanbu, nas costas do mar Vermelho, uma zona onde horas antes tinha sido destruído um míssil balístico.
Não foram divulgadas informações sobre eventuais vítimas ou danos.
O Irão reagiu à ofensiva militar lançada por Israel e pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro com ataques contra países do Médio Oriente com bases militares norte-americanas.
Também tem atingido complexos energéticos no golfo Pérsico, sobretudo em resposta a ataques contra infraestruturas petrolíferas iranianas, além de ter praticamente bloqueado o estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio petrolífero mundial.
O chefe da diplomacia saudita lamentou que "a pouca confiança" construída com o Irão após o reatamento dos laços diplomáticos em 2023, num acordo mediado pela China, tenha sido "completamente destruída", noticiou o diário saudita Arab News.
O ministro disse que a continuação dos ataques por parte do Irão poderá deixar "praticamente nada" por salvar na relação com a Arábia Saudita e a região.
"O Irão equivoca-se se acredita que os Estados do Golfo são incapazes de responder", advertiu, citado pela agência espanhola Europa Press (EP).
Bin Farhan apelou a Teerão para que reconsidere as posições e ações em resposta à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, e disse que Riade "procurou de forma sincera criar um clima regional mais estável".
"As ações do Irão demonstram que a sua prioridade não é o desenvolvimento, mas sim gerir crises e exportar tensões", afirmou, também citado pelo jornal Saudi Gazette.
Além do ataque contra a refinaria de Yanbu, o Ministério da Defesa saudita anunciou a destruição nas últimas horas de cerca de 20 drones, principalmente na zona oriental do país e nos arredores de Riade.
Teerão não se pronunciou até ao momento sobre os novos ataques com aparelhos não tripulados denunciados pela Arábia Saudita.
A guerra no Médio Oriente causou milhares de mortos, maioritariamente no Irão, e uma subida significativa dos preços do petróleo, fazendo recear uma crise económica global.
Perto das 10:00 em Lisboa, o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, estava a subir 6,76%, para 114,64 dólares, pouco depois de ter aumentado mais de 10%.
Em contrapartida, o equivalente norte-americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em abril, mostrava-se mais hesitante e recuava ligeiramente 0,53%, para 95,81 dólares.
O contrato a prazo do TTF neerlandês, considerado a referência europeia para o gás natural, subia 21,18%, para 66,24 euros por megawatt-hora, após ter aumentado 35%.
O analista da Global Risk Management Arne Lohmann Rasmussen antecipou uma pressão em alta nos preços nos próximos dias.
"A guerra entrou agora claramente numa fase em que as infraestruturas energéticas são diretamente visadas", justificou, em declarações à agência de notícias France-Presse (AFP).
Teerão reclamou que mantém a capacidade de produzir mísseis balísticos
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão afirmou hoje que a produção de mísseis continua, um dia depois de Israel ter alegado que a guerra destruiu a capacidade do país de produzir mísseis balísticos.
"A nossa indústria de mísseis balísticos merece a nota máxima. (...) Não há motivo para preocupação, porque mesmo em tempo de guerra, continuamos a fabricar mísseis", disse o porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali-Mohammad Naini, citado pela agência de notícias Fars.
Na quinta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que o Irão já não tinha capacidade para produzir mísseis balísticos ou enriquecer urânio.
"Ao fim de 20 dias, posso anunciar que o Irão já não tem capacidade para enriquecer urânio nem para produzir mísseis balísticos", declarou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
A guerra vai "terminar mais cedo do que as pessoas pensam", acrescentou.
Por outro lado, o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou que os Estados Unidos não tinham um calendário definido nem um prazo fixo para o fim das operações militares no Irão.
Estados do Golfo anunciam estar a responder a novos ataques iranianos
Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait afirmaram hoje, em comunicados separados, estar a responder a ataques iranianos com mísseis, enquanto a Arábia Saudita anunciou ter interceptado drones.
Também no Golfo, estilhaços provenientes de uma "agressão iraniana" provocaram um incêndio num armazém no Bahrein, informou o Ministério do Interior do país, onde as sirenes de alerta antiaéreo tinham sido ativadas. O incêndio foi controlado e não causou vítimas.
No Kuwait, o exército indicou, num comunicado, que as suas defesas aéreas "respondem a um míssil hostil e a ameaças de drones", enquanto o Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos refere "a ameaça de mísseis".
Na Arábia Saudita, seis drones foram "interceptados e destruídos" no leste do país e outro no norte, segundo o Ministério da Defesa.
O Irão prosseguiu na quinta-feira os ataques às infraestruturas energéticas no Golfo. Os drones iranianos atingiram uma refinaria saudita e outras duas no Kuwait, e infligiram danos graves na principal instalação mundial de gás natural liquefeito (GNL) no Qatar, em resposta aos ataques israelitas ao campo de gás de South Pars/ North Dome, partilhado por Teerão e Doha.
Líder Supremo do Irão pediu retaliação pela morte do ministro das informações
O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, afirmou hoje através de um comunicado que os inimigos da República Islâmica não devem viver em segurança, sublinhando a retaliação pela morte do ministro dos serviços de informações.
O ayatollah Mojtaba Khamenei fez as declarações num comunicado enviado ao Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, depois de Israel ter morto o ministro dos Serviços de Informações, Esmail Khatib.
Khamenei não é visto em público desde que foi nomeado líder supremo, sucedendo ao pai, o ayatollah Ali Khamenei, de 86 anos, que foi morto num ataque aéreo israelita no primeiro dia da guerra, a 28 de fevereiro.
As autoridades norte-americanas e israelitas sugeriram que Mojtaba Khamenei tinha ficado ferido na sequência de um bombardeamento.
Kuwait anuncia novos ataques iranianos a refinaria de petróleo
A Corporação Petrolífera do Kuwait informou hoje que uma refinaria foi alvo de ataques com drones, e Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Bahrein relataram ataques nos respetivos territórios, 21 dias após o início da guerra no Médio Oriente.
Segundo a agência oficial do Kuwait, a refinaria Mina Al-Ahmadi, atacada na véspera, foi alvo de novos impactos de drones, que provocaram um incêndio em algumas das suas unidades, sem que tenham sido registadas vítimas.
O Exército do Kuwait tinha informado anteriormente que as suas defesas aéreas tinham interceptado mísseis e drones que penetraram no espaço aéreo do país.
A Companhia Nacional de Petróleos kuwaitiana informou na quinta-feira que duas das suas principais refinarias, a de Mina Al-Ahmadi e a de Mina Abdullah, foram atacadas por drones que provocaram incêndios.
Da mesma forma, as defesas aéreas dos Emirados Árabes Unidos responderam hoje à penetração de mísseis e drones iranianos no seu espaço aéreo, de acordo com um comunicado do Ministério da Defesa do país em Abu Dabi, no qual não foi especificado o número de aeronaves não tripuladas interceptadas.
O Ministério da Defesa saudita também informou na sua conta da rede social X que quatro drones foram neutralizados na região oriental do país.
O Bahrein, por sua vez, relatou um incêndio num armazém "provocado pela agressão iraniana", segundo o Ministério do Interior, que pouco tempo depois atualizou a informação, anunciando a extinção do incêndio.
O Ministério da Defesa do Bahrein afirmou hoje que, desde o início da guerra, no passado dia 28 de fevereiro, as suas defesas aéreas interceptaram 139 mísseis e 238 drones provenientes do Irão.
Desde que os Estados Unidos e Israel lançaram a sua ofensiva conjunta contra o Irão, Teerão tem respondido com ataques contra o Estado judeu e alvos norte-americanos nos países do Golfo.
Guarda Revolucionária iraniana anuncia morte de porta-voz em ataque aéreo
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou hoje a morte do seu porta-voz, Ali-Mohammad Naini, vitimado em mais um ataque aéreo da ofensiva militar conjunta de Israel e dos Estados Unidos da América (EUA).
"Caiu como um mártir no cobarde e criminoso ataque terrorista perpetrado pelo lado sionista-americano, ao amanhecer", lê-se em comunicado oficial daquela força militar da República Islâmica no seu portal da Internet, Sepah News.
Entretanto, o novo 'líder supremo' do Irão, Mojtaba Khamenei, declarou hoje que os inimigos não devem viver em segurança, sublinhando a retaliação pela morte do ministro dos serviços de informações.
Khamenei não é visto em público desde que foi nomeado 'líder supremo', sucedendo ao pai, o ayatollah Ali Khamenei, de 86 anos, que foi morto num ataque aéreo israelita no primeiro dia da guerra, a 28 de fevereiro.
As autoridades norte-americanas e israelitas sugeriram que Mojtaba Khamenei tinha ficado ferido na sequência de um bombardeamento.
Desde que os EUA e Israel lançaram a sua ofensiva conjunta contra o Irão, Teerão tem respondido com ataques contra o estado judeu e alvos norte-americanos nos países do golfo Pérsico, além de praticamente ter 'encerrado' a importante passagem naval do estreito de Ormuz.
Ataques continuam e Teerão avisa Reino Unido: Os últimos acontecimentos
Ataques no Irão, Israel e países do Golfo estão a marcar o 21.º dia da guerra no Médio Oriente, com Teerão a avisar o Reino Unido de que também considera o país cúmplice da agressão.
Os preços do petróleo desceram, mas o impacto dos ataques a infraestruturas de energia já levou Washington a pedir a Telavive que pare de atacar esses alvos e obrigou a libertar reservas estratégicas de petróleo para os mercados.
Teerão acusa Londres de ser cúmplice
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse à homóloga britânica, Yvette Cooper, que a utilização de bases militares britânicas pelos Estados Unidos torna o Reino Unido cúmplice da agressão e da guerra.
Morte de porta-voz da Guarda Revolucionária
A Guarda Revolucionária do Irão anunciou a morte do porta-voz, Ali-Mohammad Naini, num ataque inimigo.
O exército israelita disse que novos ataques visam as infraestruturas do Governo iraniano na capital.
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou hoje a morte do seu porta-voz, Ali-Mohammad Naini, vitimado em mais um ataque aéreo da ofensiva militar conjunta de Israel e dos Estados Unidos da América (EUA).
Irão garante continua a produzir mísseis
Pouco antes do anúncio da morte, o porta-voz da Guarda Revolucionária afirmou que a produção de mísseis continuava no Irão.
Na quinta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garantiu que o Irão já não tinha capacidade para produzir mísseis balísticos ou enriquecer urânio.
Várias explosões foram ouvidas em Jerusalém durante a madrugada e soaram as sirenes de alerta aéreo na cidade.
EUA ponderam suspender sanções ao petróleo iraniano
Os Estados Unidos estão a analisar a possibilidade de aliviar algumas sanções contra o petróleo iraniano.
"Nos próximos dias, poderemos levantar as sanções ao petróleo iraniano que está atualmente no mar", disse o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, em entrevista à Fox Business. Não especificou por quanto tempo podia durar essa flexibilização.
Preços do petróleo caem
Os preços do petróleo caíram cerca de 2% em reação a declarações do primeiro-ministro israelita de que a guerra vai terminar "mais cedo do que as pessoas pensam".
Às 08h15 TMG (mesma hora em Lisboa), o petróleo Brent, referência global, estava a cair 1,07%, cotando a 107,49 dólares, enquanto o equivalente nos EUA, o WTI, estava a cair 1,93%, para 93,71 dólares.
Ataques com mísseis e drones no Golfo
Um ataque com drones à refinaria de Mina Al-Ahmadi, no Kuwait, já alvo de ataques na quinta-feira, provocou um incêndio, sem causar vítimas.
Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait afirmaram que vão retaliar, enquanto a Arábia Saudita anunciou ter intercetado vários drones.
Estilhaços de um "ataque iraniano" causaram um incêndio num armazém no Bahrein, onde sirenes de alerta aéreo foram acionadas.
Seis países vão garantir segurança do estreito de Ormuz após guerra
França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Países Baixos e Japão disseram estar "prontos para contribuir" para a segurança da navegação no estreito de Ormuz, mas Paris, Berlim e Roma especificaram que tal só acontecerá quando terminarem as hostilidades.
Reservas estratégicas de petróleo libertadas para o mercado
Os países-membros da Agência Internacional de Energia começaram a libertar as reservas estratégicas de petróleo para o mercado, num total de 426 milhões de barris, principalmente de petróleo bruto.
Trump pede a Israel que pare de atacar infraestruturas energéticas no Irão
O Presidente dos EUA afirmou ter pedido ao primeiro-ministro israelita para parar de atacar as infraestruturas energéticas no Irão.
"Disse-lhe para não o fazer, e ele não voltará a fazê-lo", afirmou.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, assegurou que a resposta ao ataque israelita às infraestruturas energéticas mobilizou apenas "uma fração" do poder iraniano.
"Cobardes". Trump critica NATO por não defender estreito de Ormuz
O Presidente norte-americano acusou hoje os países da NATO de serem cobardes, garantindo que os Estados Unidos se lembrarão da recusa destes em ajudá-los a proteger o estreito de Ormuz.
"Sem os Estados Unidos, a NATO é um tigre de papel. Não quiseram juntar-se à batalha para impedir um Irão dotado de armas nucleares. Agora que a batalha militar está ganha, com muito pouco perigo para eles, queixam-se dos preços elevados do petróleo que têm de pagar, mas não querem ajudar a abrir o estreito de Ormuz", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.
"Cobardes, e vamos lembrar-nos disso!", acrescentou em letras maiúsculas.
Trump tem pedido auxílio a países europeus membros da aliança atlântica, mas também ao Japão e à Coreia do Sul, para garantir a segurança no estreito de Ormuz, uma passagem importante no que diz respeito ao comércio mundial de hidrocarbonetos.
O Irão tem atacado petroleiros que tentam atravessar a passagem após ter decretado que visaria embarcações ligadas aos Estados Unidos e Israel.
Durante uma reunião na Casa Branca na quinta-feira, em Washington, com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, Donald Trump disse que Tóquio tem demonstrado abertura para reforçar o seu envolvimento na defesa do estreito de Ormuz.
"Temos recebido um apoio extraordinário e uma ótima relação com o Japão", afirmou Trump, acrescentando que espera que o país asiático "intensifique a sua atuação".
Após uma pausa, o líder norte-americano prosseguiu: "Não como a NATO".
Nas mesmas declarações, Trump reiterou que os Estados Unidos "não precisam" de ajuda externa, embora tenha pedido mais do que uma vez o envolvimento de outros países em operações de escolta de embarcações na passagem do Golfo.
Momentos antes da reunião com a primeira-ministra japonesa, Trump argumentou que o seu país não depende do estreito de Ormuz para o comércio energético, afirmando que Washington está a defender aquela rota para outros países.
"Nós não usamos o estreito. Estamos a defendê-lo para todos os outros", disse Trump na Casa Branca.
O chefe de Estado norte-americano acusou os aliados da NATO de não contribuírem suficientemente para a segurança daquela rota estratégica, embora tenha admitido que estes "estão a tornar-se mais amigáveis" face às exigências de Washington.
Desde que Estados Unidos e Israel lançaram a ofensiva conjunta contra o Irão em 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo, além de ter praticamente encerrado a importante passagem naval do estreito de Ormuz.
Irão ameaça perseguir oficiais dos EUA e Israel até aos seus locais de férias
As Forças Armadas iranianas ameaçaram hoje perseguir oficiais dos Estados Unidos e de Israel até aos seus locais de férias, argumentando que possuem informações detalhadas sobre eles.
"Estamos de olho nos vossos responsáveis e oficiais cobardes, nos vossos pilotos e soldados diabólicos", disse o porta-voz do exército iraniano, Abolfazl Shekarchi, citado pela televisão estatal.
"A partir de agora, com base nas informações de que dispomos sobre vocês, as estâncias balneares, os locais turísticos e de lazer em todo o mundo deixarão de ser locais seguros para vocês", adiantou Shekarchi.
Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel, em 28 de fevereiro, a Rússia terá partilhado dados de localização de alvos militares norte-americanos na região para ajudar Teerão a planear a resposta com mísseis e 'drones', segundo noticiaram vários meios de comunicação norte-americanos, como o The Washington Post e a CNN.
No entanto, não é sabido se as ameaças de hoje das Forças Armadas são reais, ou se Teerão foi auxiliada por Moscovo.
Desde que Estados Unidos e Israel lançaram a ofensiva conjunta contra o Irão, Teerão tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo, além de ter praticamente encerrado a importante passagem naval do estreito de Ormuz.
AIE lança aviso! Mundo enfrenta maior ameaça energética da história
A guerra no Irão e os recentes ataques a infraestruturas críticas no Golfo Pérsico estão a provocar uma interrupção significativa no fornecimento de petróleo e gás. A Agência Internacional de Energia (AIE) diz que o mundo enfrenta maior ameaça energética da história.
Um quinto das reservas energéticas globais está afetado
Segundo a AIE, cerca de um quinto das reservas energéticas globais está afetado, um número que levanta preocupações imediatas nos mercados.
O diretor da organização, Fatih Birol, alerta que o impacto poderá ser mais profundo do que muitos antecipam, com a recuperação total a demorar meses ou até mais tempo em alguns casos.
Preço do petróleo dispara… e não só
O reflexo mais imediato já se faz sentir: o preço do barril de petróleo Brent ultrapassou os 110 dólares, impulsionado pelos ataques a centros energéticos estratégicos no Irão e no Qatar. Mas o problema vai muito além dos combustíveis:
Fertilizantes essenciais para a agricultura
Produtos petroquímicos usados em plásticos e têxteis
Cadeias industriais dependentes de energia
Tudo isto pode sofrer disrupções, com efeitos em cascata na economia global.
Para tentar aliviar a pressão, a AIE anunciou a libertação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas. Ainda assim, esse volume representa apenas cerca de 20% do total disponível, o que mostra a dimensão do problema.
Teerão avisa Emirados contra ataques que visem ilhas disputadas no Golfo
O exército iraniano advertiu hoje que atacará os Emirados Árabes Unidos, caso sejam lançados, a partir do seu território, ataques contra ilhas do Golfo controladas pelo Irão, mas reivindicadas pelos Emirados.
"Avisamos os Emirados Árabes Unidos de que, se forem lançadas novas agressões a partir do seu território contra as ilhas iranianas de Abu Musa e Grande Tunb, no Golfo Pérsico, as poderosas forças armadas iranianas submeterão Ras al-Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos, a ataques violentos", declarou o comando operacional do exército iraniano, Khatam al-Anbiya, num comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.
As ilhas de Abu Musa e as da Pequena e Grande Tunb, situadas no Golfo perto da entrada do estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial, são há muito uma fonte de tensões entre o Irão e os Emirados Árabes Unidos.
O Irão acusa os seus vizinhos do Golfo de permitirem que as forças norte-americanas lancem ataques contra o país a partir dos seus territórios.
Desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, O Irão lançou inúmeros ataques com mísseis e drones que, segundo Teerão, visaram os interesses e a presença militar norte-americanos nesses países.