Parlamento manifesta pesar pelas vítimas da depressão Kristin
O Parlamento aprovou hoje, por unanimidade, um voto de pesar apresentado pelo presidente da Assembleia da República pelas vítimas da passagem da depressão Kristin pelo território continental português, que fez até agora cinco mortos.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.
O texto hoje votado em plenário, de José Pedro Aguiar-Branco, refere-se a "pelo menos quatro vítimas mortais diretas", também citando dados da Proteção Civil: uma em Vila Franca de Xira, e três no concelho de Leiria.
No voto, salienta-se que a passagem da depressão Kristin "provocou um rasto de destruição, com ventos fortes que atingiram rajadas superiores a 150 km/h, chuva intensa, queda de árvores, estruturas e telhados, inundações, estradas interditadas e cortes de energia elétrica que afetaram centenas de milhares de famílias".
"Registaram-se ainda centenas de ocorrências em todo o país, com especial incidência nos distritos de Leiria e Coimbra e no norte do distrito de Lisboa", assinala-se.
Face a estas consequências da intempérie, a Assembleia da República "manifesta profundo pesar pelas vítimas mortais desta ocorrência, e endereça as mais sentidas condolências às suas famílias".
"Deseja ainda uma pronta recuperação aos feridos e a todas as pessoas afetadas. Presta público tributo à atuação das equipas de emergência, da Proteção Civil, dos bombeiros e das forças de segurança, assim como às autarquias que, em condições adversas e urgentes, garantiram auxílio às comunidades afetadas. Às populações das zonas mais fustigadas, assegura proximidade e solidariedade", acrescenta-se no voto.
Mau tempo: Kristin deixa 610 ocorrências no Médio Tejo
A tempestade Kristin provocou 610 ocorrências no Médio Tejo e levou oito dos 11 municípios a ativar os planos de emergência, disse hoje à agência Lusa fonte da Proteção Civil.
De acordo com o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, entidade que opera em 11 municípios do distrito de Santarém, a tempestade Kristin provocou, até às 07:00 de hoje, 610 ocorrências na região, a maioria quedas de árvores, estruturas danificadas, inundações e falhas prolongadas de energia e água.
Estiveram envolvidos nas operações de socorro no Médio Tejo 2.264 operacionais, apoiados por 677 veículos, acrescentou.
David Lobato disse ainda que, na sequência da depressão Kristin, oito dos 11 municípios do Médio Tejo --- Sardoal, Tomar, Ourém, Ferreira do Zêzere, Abrantes, Mação, Vila Nova da Barquinha e Torres Novas --- têm hoje os planos municipais de emergência ativados, a par do plano distrital de Santarém.
Segundo o comandante, os principais constrangimentos mantêm-se em Ourém e em Ferreira do Zêzere, onde subsistem zonas inacessíveis, e no norte de Abrantes, onde a falta de energia afeta diretamente o abastecimento de água.
"É uma situação de catástrofe e de calamidade. São muitos quilómetros de fio e postes no chão. Estamos dependentes do trabalho da E-Redes e a reposição vai ser lenta", afirmou.
David Lobato alertou ainda que o Médio Tejo também se depara agora com subida dos caudais do Tejo, o que, juntamente com a previsão de chuva para os próximos dias, pode ser propício para situações de cheias.
A sub-região conta com 11 grupos de desobstrução vindos de Lisboa, Alto Alentejo, Península de Setúbal e Lezíria do Tejo, além de brigadas de sapadores florestais, equipas da Segurança Social e meios das Forças Armadas, concentrados sobretudo em Ourém, Ferreira do Zêzere, Torres Novas, Tomar e Mação.
As falhas de eletricidade, que em alguns locais ultrapassam já as 48 horas, estão a ter impacto direto no abastecimento de água e nas condições de habitabilidade, afetando aldeias e zonas dispersas em concelhos como Abrantes, Ourém, Ferreira do Zêzere e Vila Nova da Barquinha.
Os municípios e a Proteção Civil estão a recorrer a geradores para garantir serviços mínimos, sobretudo em lares e instituições similares, num trabalho articulado com a Segurança Social e os serviços municipais de ação social para identificar necessidades, apoiar populações vulneráveis e mitigar os efeitos conjugados da falta de eletricidade, água e comunicações.
Dados mais recentes apontam para 16 deslocados e quatro desalojados em Ourém, três deslocados em Tomar, quatro desalojados em Torres Novas e 11 deslocados em Ferreira do Zêzere.
Em Mação, 37 pessoas ficaram sem condições de habitabilidade em 29 casas, estando todas realojadas.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Na quinta-feira, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo pediu ao Governo apoios extraordinários no âmbito da situação de calamidade, alegando que a dimensão dos danos ultrapassa a capacidade de resposta das autarquias.
População de Alcácer do Sal contabiliza estragos e teme novas cheias
Após as inundações na baixa de Alcácer do Sal, Setúbal, com a subida do rio Sado na quinta-feira, a população e o município limpam hoje os locais afetados e contabilizam prejuízos, embora temam que a água volte a subir.
Hoje de manhã, a população das zonas mais afetadas deparou-se com uma melhoria da situação, com menos água acumulada nas ruas, mas com lama, paus e folhas espalhados pela cidade.
No largo do mercado, próximo da Avenida dos Aviadores, Graciete Quita Quita, proprietária do café O Cantinho do Mercado, encontrou o estabelecimento destruído e ainda com água e terra.
"As máquinas estão todas estragadas", disse Graciete Quita Quita, que tem o café há cerca de 20 anos, contabilizando cinco a seis máquina destruídas, incluindo aquelas onde tinha alimentos guardados.
Quando a água começou a subir, Graciete Quita Quita estava no estabelecimento e conseguiu ainda salvar algumas coisas, contou hoje à Lusa.
"Ontem [quinta-feira] vim cá, mas não se podia entrar por causa da água", relatou.
Já duas vendedoras do Mercado Municipal, que está a ser limpo por funcionários do município e trabalhadores do equipamento, mostravam-se transtornadas com a situação, confessando estar a ser muito difícil lidar com tudo.
"Tivemos de vir à pressa na quinta-feira à noite. Já tínhamos água pelos tornozelos. Foi tirar as frutas das bancas, meter em caixas e colocar nos sítios mais altos para não estarem sujeitas a apanhar água da inundação. Foi tentar tirar os bens possíveis para levar dentro de sacos", contou Bruna Santana.
Ana Monteiro revelou que levou as coisas mais importantes do negócio, como balanças e faturas, para casa.
Segundo as vendedoras, a água fora do edifício "estava mais elevada" e chegaram a andar com água por volta da cintura.
"Agora é ver os estragos, o que se pode fazer e quando é que isto abrirá", acrescentou Bruna Santana.
As duas vendedoras pensam que até ao momento não têm prejuízo, embora haja "muita sujeira".
Num cenário de caos pela cidade, com sacos com areia nas portas, um carro incendiado, funcionários da autarquia com mangueiras, pás e vassouras a limpar e estradas cortadas, hoje de manhã via-se também uma pilha de 'dossiers', papéis e calculadoras de um escritório de contabilidade, que perdeu quase todo o arquivo.
Apesar de o prejuízo a nível monetário não ser muito, segundo o contabilista José Revés, não foi possível recuperar os documentos que estavam em pastas e acabaram por ir para o lixo. Já os equipamentos eletrónicos, como computadores, conseguiram ser salvos.
Nas conversas pelos cafés, a população vai falando do medo que a água do rio volte a subir e provoque mais inundações e estragos, mas também da ajuda que o município e os moradores da cidade têm prestado, nomeadamente na entrega de alimentos e medicação.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Pedrógão Grande apela à doação de lonas e material de cobertura
A Câmara de Pedrógão Grande, no norte do distrito de Leiria, lançou hoje um apelo para a doação de lonas e material de cobertura para as habitações danificadas pelo mau tempo.
O município de Pedrógão Grande, através das redes sociais, deixou um apelo ao "humanitarismo, à solidariedade e ao apoio de todos os portugueses, de forma a ajudar a população do concelho mais afetada pela Depressão Kristin a ultrapassar esta grave e inimaginável situação de crise".
"Neste momento, existem cidadãos que perderam bens materiais essenciais das suas habitações", escreveu a autarquia, que acrescentou estar a recolher donativos de lonas e material de cobertura.
Pediu ainda que os donativos sejam entregues no armazém municipal, instalado na Zona Industrial de Pedrógão Grande.
Já hoje, o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, João Marques, disse que o concelho enfrenta "mais uma tragédia", depois dos incêndios florestais de 2017, e apelou a pessoas e empresas para que ajudem.
O autarca salientou que "o principal problema são as habitações das pessoas, porque ficaram sem telhado".
"Não temos plásticos, não temos lonas suficientes, não temos pessoal, não temos empresas em número suficiente para poder ajudar as pessoas, pelo menos a resolver, pontualmente, estas situações. E, com a chuva, claro que os prejuízos são enormes, porque todo o recheio das habitações está a ser completamente degradado", avisou João Marques.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Autarca de Leiria alerta que ansiedade das pessoas está a crescer
O presidente da Câmara de Leiria alertou hoje o Presidente da República e a ministra da Administração Interna que o nível de ansiedade das pessoas está a crescer e salientou que a situação é dramática devido ao mau tempo.
Ao falar com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e com a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que estão na cidade de Leiria para conhecer o impacto da depressão Kristin, o presidente do município, Gonçalo Lopes, declarou que "o principal problema é a reposição de energia".
"Não há um prazo definido e o nível de ansiedade das pessoas está a crescer. Há pessoas que estão há dois dias sem tomar banho, três dias sem poder cozinhar. A situação é dramática", afirmou o autarca.
Segundo Gonçalo Lopes, o concelho tem 130 mil habitantes e a cidade foi o único sítio onde foi colocada uma "subestação móvel capaz de alimentar, para aí, 30, 40 mil pessoas".
À pergunta de Marcelo Rebelo de Sousa se não deram ao autarca um prazo para o restabelecimento de eletricidade, o presidente do município esclareceu que "a intervenção é muito mais complexa do que se possa imaginar".
"A previsibilidade exata da possibilidade de recuperação integral neste momento ainda não se tem", notou a ministra Maria Lúcia Amaral.
Marcelo Rebelo de Sousa questionou sobre o estado das comunicações telefónicas, explicando que teve "dificuldades no caminho [para Leiria], intermitências constantes", situação corroborada pela ministra, tendo o presidente do município respondido que melhoraram.
"A água sem eletricidade também não chega", adiantou Gonçalo Lopes, notando que "há um excesso de consumo na fase de arranque, que faz com que os depósitos não fiquem estáveis", um outro problema.
O Presidente da República admitiu que, face aos estragos, "projetos que estavam muito avançados voltaram à estaca zero".
"Já estamos preparados que, no nosso mandato, as prioridades vão ser alteradas", afiançou o presidente do município.
A ministra da Administração Interna referiu ainda não haver dúvida de que na declaração de estado de calamidade "pesou ter-se compreendido a dimensão das tarefas de reconstrução", com o chefe de Estado a lembrar os "projetos que é preciso relançar".
"Na primeira hora, eu pedi logo o estado de calamidade, percebi a dimensão do problema. Antes tarde do que não", acrescentou Gonçalo Lopes.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Mau tempo. PSP de Leiria sem registo de saques ou pilhagens
O comandante distrital de Leiria da PSP disse hoje não haver registo de saques ou pilhagens, alertou para tentativas de burla e apelou à população para contactar com esta força de segurança em caso de necessidade.
"O nosso foco neste momento é, claramente, o cidadão. Procurar dar as melhores informações para que [os cidadãos] estejam totalmente esclarecidos sobre como é que se está a desenrolar a vida na cidade, designadamente a localização das farmácias, dos Multibancos, dos supermercados que estão abertos e, eventualmente, todas as informações que precisarem sobre familiares" e outras, afirmou à agência Lusa Domingos Urbano Antunes.
O comandante distrital da Polícia de Segurança Pública pediu às pessoas que "mantenham o contacto permanente com a Polícia sempre que sentirem essa necessidade, designadamente de movimentações suspeitas ou abordagens de pessoas suspeitas".
"Nestas ocasiões, apesar de não termos tido registo de tentativas de burla, são situações que o padrão indica que, muitas vezes, há estes aproveitamentos", avisou, pedindo aos cidadãos que estejam "muito cautelosos sobre essas aproximações".
Domingos Urbano Antunes exemplificou com casos de peritagens de seguro, ofertas de trabalho de empresas para reconstrução e falsos familiares.
"É necessário que todos nós estejamos despertos para esta situação e que possam logo denunciar isso à Polícia", insistiu.
Ainda neste âmbito, foi feito um reforço da segurança noturna "com recurso a Equipas de Prevenção e Reação Imediata" da PSP.
No caso concreto da cidade de Leiria, a PSP está a garantir a mobilidade, o que "é fundamental, sobretudo naquelas zonas onde houve desabamentos e que é preciso operações de limpeza contínuas" e, por isso, fazer cortes de via, esclareceu.
"Por outro lado, estamos a permitir todos os corredores de fornecimento de bens essenciais, quer para o fornecimento de supermercados, quer também dos combustíveis essenciais aos geradores para o funcionamento das instituições críticas", como centro de saúde, lares de idosos ou hospitais, salientou o comandante distrital.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Homem de 73 anos morreu ao cair de telhado que reparava na Batalha
Um homem de 73 anos morreu hoje ao cair de telhado que reparava no concelho da Batalha, distrito de Leiria, disseram à agência Lusa fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR), Câmara e da Proteção Civil.
O presidente da Câmara da Batalha, André Sousa, explicou que "o homem faleceu na queda de um telhado" quando "estava a repor telhas".
"A casa tinha ficado sem telhas", declarou André Sousa.
O comandante dos Bombeiros Voluntários da Batalha, Hugo Borges, afirmou que o alerta chegou às autoridades cerca das 13:00, tendo acorrido à localidade da Torre, freguesia de Reguengo do Fetal, meios da corporação local e Instituto Nacional de Emergência Médica, além da GNR.
"Um meio aéreo foi acionado para o local, mas acabou por não aterrar", explicou Hugo Borges.
Fonte do Comando Territorial de Leiria da GNR referiu tratar-se de "uma queda em altura", presumindo-se que a vítima mortal estivesse a arranjar o telhado.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Bombeiros belgas juntam-se a Penela nos trabalhos de limpeza
Um grupo de sete bombeiros da Bélgica chega hoje a Penela, no distrito de Coimbra, para colaborar com as autoridades locais, disse à Lusa o presidente da Câmara Municipal.
"Houve um conjunto de sete bombeiros da Bélgica que nos contactaram ontem [sexta-feira], que hoje [sábado] se meteram no avião e estamos a ir buscá-los a Lisboa para virem colaborar connosco no terreno", afirmou hoje Eduardo Nogueira Santos.
Segundo o autarca, os Bombeiros Voluntários de Penela são também uma escola de formação e têm relações com várias corporações de todo o mundo, considerando a ajuda belga importante.
"Nós precisamos de muitos braços, de muitos homens e mulheres que tenham disponibilidade para estar no terreno a colaborar connosco, porque há ainda muitas zonas que precisam de ser limpas", assinalou.
De acordo com Eduardo Nogueira Santos, há muitas árvores na beira da estrada e outras que, fragilizadas, podem cair com o vento e a chuva que se tem feito sentir e os terrenos ensopados, sendo necessário ter equipas em permanência no terreno a fazer as limpezas.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
"Há outro Portugal e outro Portugal foi atingido. Vila de Rei é exemplo"
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que há outro Portugal e o outro Portugal foi atingido, indicando Vila de Rei como o exemplo desse outro país.
"Queria chamar a atenção para isto. Ontem [sexta-feira] comecei por Leiria e aí é uma calamidade numa cidade, numa grande cidade. Nunca tínhamos assistido nada daquela intensidade. Hoje na Figueira da Foz, menos grave, mas ainda uma cidade. Mas há outro Portugal e outro Portugal foi atingido. Vila de Rei é um exemplo desse Portugal", sublinhou.
Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas em Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, visitou uma empresa local completamente destruída pela passagem da depressão Kristin.
"Acabámos de ver uma empresa, onde os prejuízos calculados são de meio milhão ou mais [euros]. Uma empresa com 30 anos. Quem a fez está desfeito como a empresa. É uma vida. Isto acontece em muitos casos. Aqui aconteceu e não foram os únicos prejuízos de grande monta" salientou.
Para o chefe de Estado, isto explica como foi muito grave e muito extenso no território este fenómeno natural.
"Vai demorar tempo. É preciso explicar desde o inicio que vai ser assim para não se criarem expetativas que é uma coisa fácil que se resolve num instante. Não contanto com o facto de que ainda é um processo que está em curso. Pode haver mais chuva, inundações, pode haver mais municípios a juntar aos 59 que estão em estado de calamidade", vincou.
Marcelo disse ainda que com outros fenómenos como os incêndios, aprendeu-se muita coisa e melhorou-se em muita coisa, mas não foi possível, pelos vistos, melhorar muitas outras.
"Nós temos fibra ótica no subsolo. E, no entanto, temos ainda ligações elétricas que se vê ao longo do país e que são primitivas. Um vendaval põe em crise essas ligações. Somos um país que tem coisas do mais avançado que há na Europa e no mundo e depois temos ainda problemas, até pelas desigualdades entre territórios que são muito antigas".
O Presidente da República salientou que quando surgem estes fenómenos que nunca tinham acontecido fica a nú aquilo que é mais antigo e obsoleto.
"Isso aguentou-se porque é um milagre nosso, português, ir aguentando situações até ao limite, mas é melhor estarmos preparados para o futuro. Isto pode voltar a acontecer", disse.
Cerca de 120 bombeiros instalados em centro do Santuário de Fátima
Cerca de 120 bombeiros que apoiam a Proteção Civil devido ao mau tempo estão desde quarta-feira instalados no centro de acolhimento do Santuário de Fátima destinado a acolher peregrinos a pé, foi hoje anunciado.
"Ao nível logístico, desde quarta-feira que o Santuário colocou o Centro de Acolhimento São Bento Labre, em Fátima, à disposição dos bombeiros provenientes de diferentes zonas do país, que se encontram a apoiar a Proteção Civil da região", revelou a instituição.
O Santuário adiantou que enviou à Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima um conjunto de bens alimentares que permitem apoiar, no imediato, as famílias afetadas pela tempestade Kristin.
"Entre os bens alimentares encontram-se várias embalagens de leite - incluindo leite para bebé -, óleo, arroz, esparguete, açúcar, grão, feijão, salsichas, atum, cereais e bolachas", explicou nas redes sociais.
Ainda segundo a instituição, "em resposta a uma necessidade concreta identificada pela Cáritas de Leiria, foram também enviados 130 cobertores".
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No concelho da Batalha, distrito de Leiria, um outro homem de 73 anos morreu este sábado ao cair de um telhado quando estava a reparar as telhas.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Homem morre em queda de telhado em Alcobaça. É a 2.ª vítima mortal hoje
Um homem morreu ao cair de um telhado que estava a reparar, no concelho de Alcobaça (Leiria), tornando-se a segunda vítima mortal hoje deste tipo de acidente, segundo fontes da Proteção Civil e da GNR.
De acordo com fonte do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana, o homem morreu quando arranjava o telhado, no Bárrio.
A mesma fonte adiantou que o alerta para o acidente chegou às autoridades pelas 17h30.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça, Leandro Domingos, disse à Lusa que a vítima mortal, de 66 anos, teve uma queda de quatro metros quando arranjava o telhado.
"Quando chegámos ao local, estava em paragem cardiorrespiratória e foi declarado o óbito pela VMER [viatura médica de emergência e reanimação] das Caldas da Rainha", explicou.
Ao local acorreram meios da corporação de Alcobaça, Instituto Nacional de Emergência Médica e GNR.
Também hoje, um homem de 73 anos morreu ao cair do telhado que reparava no concelho da Batalha, distrito de Leiria.
Entretanto, o Comando Territorial de Leiria da GNR apelou para "máxima cautela na reparação de telhados", pedindo à população para que, "após os danos provocados pelo mau tempo, não arrisque a sua vida", pois "a reparação de telhados envolve elevado risco de queda".
"Percebemos a necessidade de proceder a reparações rápidas, principalmente, tendo em conta as previsões para os próximos dias", refere a GNR, pedindo, contudo, que estas intervenções sejam feitas com "todas as condições de segurança, recorrendo, se possível, a profissionais qualificados e a equipamento adequado".
A GNR avisa ainda que "trabalhos em altura comportam riscos elevados e podem ter consequências irreversíveis".
Quinze assistidos em Leiria por intoxicação com origem em geradores
Quinze pessoas deram entrada no Hospital de Santo André, em Leiria, por intoxicação com monóxido de carbono com origem em geradores, após a depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
De acordo com a mesma fonte, os dados referem-se a ocorrências desde quarta-feira, quando a depressão Kristin atingiu o país e, mais gravemente, a região de Leiria.
As situações têm origem em uso de geradores no interior de habitações, caves ou garagens.
Hoje de madrugada, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, afirmaram fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Proteção Civil.
De acordo com o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria, o alerta para a ocorrência, na localidade de Segodim, União de Freguesias de Monte Real e Carvide, chegou às autoridades pelas 02:30.
Fonte do Comando Territorial de Leiria da GNR adiantou que a vítima tinha 74 anos.
O Município de Leiria lamentou a morte do idoso, reconhecendo que o recurso a geradores a combustão aumentou exponencialmente nos últimos dias, devido à falta de eletricidade na sequência da depressão Kristin e pelou para a tomada de medidas de prevenção no uso deste tipo de equipamentos.
Já na última noite, em Fervença, concelho de Alcobaça (Leiria), uma intoxicação com origem num gerador afetou nove pessoas, cinco das quais em estado grave, afirmou hoje o comandante dos Bombeiros Voluntários locais.
Segundo Leandro Domingos, tratou-se de uma "intoxicação com monóxido de carbono, na noite de ontem [sábado], porque tinham um gerador dentro da habitação".
As vítimas têm idades compreendidas entre os 22 e 65 anos, tendo sido transportadas para as unidades hospitalares de Alcobaça e Leiria.
Nas redes sociais, a GNR de Leiria alerta que com o frio se procura o conforto das lareiras e, em caso de falha de energia, se recorre a geradores, mas ambos "podem libertar monóxido de carbono, um gás altamente tóxico, sem cheiro, cor ou sabor, que pode ser fatal".
O Comando Territorial de Leiria lembra que, em caso de lareiras e braseiros, "a ventilação é vital", pedindo aos cidadãos que deixem "sempre uma fresta numa janela".
Por outro lado, salienta a necessidade de limpeza de chaminés, pois "uma chaminé obstruída faz com que os gases tóxicos recuem para dentro de casa", apelando para que se apaguem sempre as brasas antes de dormir.
Quanto aos geradores, estes devem estar sempre no exterior, nunca o ligando "dentro de casa, na garagem ou em anexos, mesmo com janelas abertas".
Neste caso, tem de ser observada uma distância de segurança, sendo que "o escape deve estar a pelo menos seis metros de distância de qualquer entrada de ar da habitação", além de que deve ser confirmado que o fumo do gerador não está a ser empurrado para o interior da casa.
Os sinais de intoxicação são "dores de cabeça, tonturas, náuseas, confusão ou sonolência súbita" e, se tal suceder, o apelo aos cidadãos é para que saiam imediatamente para o ar livre e liguem para o 112.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo até 08 de fevereiro.
Hospital de Leiria com 545 feridos em acidentes de limpeza e reconstrução
O Hospital de Santo André, em Leiria, recebeu 545 feridos com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução após a depressão Kristin, revelou à Lusa fonte hospitalar.
De acordo com a mesma fonte, no sábado entraram 110 feridos, sendo que até às 15:30 de hoje chegaram 42 feridos àquela unidade hospitalar que integra a Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria.
"O valor acumulado é 545 feridos", referiu esta fonte, que reporta dados desde o início da depressão Kristin, que ocorreu na quarta-feira.
Os últimos dados da ULS, relativos a entradas até às 13:00 de sábado, indicavam 424 feridos.
No sábado, a ULS apelou à população, dado o "aumento significativo da afluência ao serviço de Urgência, nomeadamente de doentes com traumatismos", para que "adote todas as medidas de segurança durante os trabalhos em curso no âmbito das ações de limpeza e reconstrução, prevenindo acidentes e novos traumatismos".
A ULS exortou de novo os cidadãos para que recorram ao serviço de Urgência apenas em situações de extrema necessidade, pois "encontra-se totalmente focada na resposta assistencial à situação de emergência, em articulação permanente com a Direção Executiva do SNS [Serviço Nacional de Saúde] e com a Proteção Civil".
A área de influência da ULS da Região de Leiria corresponde aos concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós. Compreende três hospitais (Leiria, Pombal e Alcobaça) e 10 centros de saúde.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
Cerca de 180 mil clientes continuavam sem energia às 08h00
Cerca de 180 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 08h00 sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada da passada quarta-feira.
Comparativamente com os dados da E-Redes de sábado às 19h00 (quando havia 187 mil clientes sem luz), há agora mais 7.000 clientes com energia elétrica.
Do total de clientes que estavam hoje às 08h00 sem luz, a maior parte é da zona de Leiria, no total de 127 mil (eram 130 mil no sábado ao fim da tarde).
Os restantes clientes sem luz encontravam-se hoje nas zonas de Santarém (30.000 clientes sem luz), Coimbra (7.000) e Castelo Branco (13.000).
Os clientes da E-Redes correspondem a pontos de entrega de energia como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que está a ser afetada.
O pico da falha de energia foi às 06h00 de quarta-feira passada quando não tinham luz um milhão de clientes em Portugal continental.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira passada, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
No concelho da Batalha, distrito de Leiria, um outro homem de 73 anos morreu no sábado ao cair de um telhado quando estava a reparar as telhas.
A situação de calamidade foi decretada pelo Governo na quinta-feira com efeitos entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de hoje para cerca de 60 municípios.
O Governo reúne-se hoje em Conselho de Ministros extraordinário, em Lisboa, para analisar a situação de calamidade, as medidas de prevenção para os próximos dias e a recuperação das zonas afetadas pela depressão Kristin.
O Conselho de Ministros terá ainda de decidir hoje se prolonga ou não o nível máximo de intervenção previsto na Lei de Bases da Proteção Civil.
Para domingo à tarde está também prevista uma reunião extraordinária da Comissão Nacional da Proteção Civil, que será presidida pela ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) anunciou que prevê um período prolongado de chuva na próxima semana em todo o território continental, mas sobretudo no norte e centro, regiões atingidas pelo mau tempo nos últimos dias.
Queda de grua na Figueira da Foz obriga a realojamento de seis pessoas
Seis pessoas tiveram de ser realojadas durante a noite após a queda de uma grua sobre cinco prédios no centro da Figueira da Foz, informou hoje o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra.
A ocorrência foi registada às 03h05 na Rua Bernardo Lopes.
À Lusa, cerca das 06h00, fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra apontou que a grua caiu sobre cinco prédios, tendo sido necessário retirar os moradores e realojar seis pessoas.
"As autoridades detetaram algumas deficiências nas infraestruturas e estão a ser tomadas medidas", disse a fonte.
Já fonte dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz indicou que "não foram registados feridos, mas os danos serão consideráveis".
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
Forças Armadas reforçam apoio à população afetada pela depressão Kristin
As Forças Armadas reforçaram a assistência às populações atingidas pela depressão Kristin, operando em várias regiões de Portugal para mitigar os danos provocados pelas chuvas intensas e pelo vento forte.
Na Força Aérea, a Base Aérea N.º 5, em Monte Real, está acessível à comunidade para higiene e refeições, enquanto equipas intervêm na remoção de destroços e na reposição de infraestruturas essenciais, informaram em comunicado.
Foram disponibilizados geradores, ferramentas, lonas impermeáveis e kits de mobilidade, e helicópteros e aviões permanecem em alerta máximo, incluindo um AW119 Koala dedicado a reconhecimento em apoio à E-Redes, a empresa responsável pela distribuição de eletricidade em Portugal. O Centro de Operações Espaciais contribui com imagens de satélite para planear e coordenar as ações no terreno, detalham.
A Marinha, em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), realiza patrulhas de vigilância e monitorização de áreas críticas, especialmente nas zonas ribeirinhas, garantindo transporte de material e apoio a populações isoladas.
Mais de 240 militares, 35 viaturas, 31 botes, cinco geradores, cinco drones e um helicóptero encontram-se em prontidão, com reforços graduais previstos face à persistência do mau tempo, refere a Marinha em comunicado.
"Os militares estão a operar nas zonas da Batalha, Coimbra, Coruche, Leiria, Marinha Grande, Montemor-o-Velho, Soure e Vila Nova da Barquinha, apoiando as autarquias e os bombeiros na desobstrução e reconstrução e isolamento de locais, edifícios e/ou estradas, na manutenção de geradores, na remoção de detritos, no transporte de material de construção", refere a Marinha no mesmo documento.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
População da Marinha Grande passa horas à espera de telhas e lonas
O estaleiro municipal da Marinha Grande transformou-se hoje num centro de doação e recolha de materiais de construção, sobretudo telhas e lonas, com filas permanentes de pessoas que perderam telhados e janelas no vendaval da passada quarta-feira.
Ao quinto dia após a tempestade, é debaixo de chuva que os moradores da Marinha Grande, distrito de Leiria, escolhem o modelo de telha que precisam e levam para casa lonas para cobrir o que o vento levou.
A coordenar esta operação vestida de impermeável e galochas e sem guarda-chuva, Marina Freitas, chefe de divisão administrativa e de recursos humanos da autarquia não tem mãos a medir: ora houve queixas da população por ainda não ter água, ora orienta as pessoas para a fila correta.
"Estamos a dar às pessoas o que desde ontem [sábado] nos começou a chegar de todo o país", disse, emocionando-se.
Ao estaleiro chegam ainda voluntários que entregam pás, vassouras, baldes, luvas ou água engarrafada. O estaleiro serve ainda de cantina para todos os trabalhadores e voluntários.
Na fila para a recolha de lona, Valentina Costa, de 54 anos, é desempregada de longa duração e vive num antigo armazém por não ter dinheiro para alugar uma casa. O armazém foi uma fábrica de sacos de plástico que pertenceu ao marido e que foi à falência por altura da pandemia de covid-19 (2020-2022).
"Fiquei sem telhado na zona que cobria a cozinha e o quarto, chove na minha cama" e é por isso que vem com o marido em busca lona.
Também na mesma fila, Vanda Ferreira, 48 anos, disse que ficou sem telhado na cozinha e casa de banho, além de lhe ter caído um muro. Sabendo dos avisos meteorológicas que preveem continuação de chuva, veio em busca de lona para remendar o telhado.
Vanda Ferreira estava na noite do temporal que assolou esta região centro do país a trabalhar numa fábrica no turno entre as 21:00 e as 05:00.
Relatou à Lusa o que aconteceu: "Primeiro a luz falhou uma vez e voltou, depois falhou uma segunda vez, levantou-se o vento e o portão caiu. A seguir os vidros partiram-se. Fomos todos para dentro da sala de isolamento", criada na altura da pandemia.
Os 35 trabalhadores desse turno da noite acabaram por sair da fábrica a pé às 06:00 "rente à linha do comboio [linha do Oeste] o único sítio que àquela hora não estava obstruído. A zona industrial está muito destruída", disse.
A viver num quarto andar no centro da Marinha Grande, Tânia Máximo e o marido viveram "um cenário de filme".
"O vento entrou pela lareira, arrancou os estores e as janelas, as cadeiras voaram, conseguimos abrigar-nos num quarto. Parecia uma cena de um filme, um horror", relatou.
Tânia Máximo está na fila para levar lona para casa para tapar as janelas, mas disse ainda que além dela a filha tem um restaurante na praia da Vieira, no mesmo concelho, e "ficou sem nada".
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
Forças Armadas reforçam dispositivo no terreno com mais de 1.000 militares
As Forças Armadas têm mais de mil militares empenhados no terreno para apoio direto à população, além de 211 viaturas e 12 equipamentos de comunicações de emergência, anunciou hoje o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).
De acordo com um comunicado do EMGFA, com dados referentes a domingo, estão empenhados 1090 militares no apoio direto às populações, valor que não inclui "o pessoal em alerta, nem os militares envolvidos na preparação e apoio logístico aos módulos envolvidos".
O último número disponibilizado pelas Forças Armadas fazia referência a 240 militares no terreno. No domingo, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que nos próximos dias deverão estar 2.000 a 3.000 militares envolvidos nas operações.
No que toca a meios terrestres, as Forças Armadas têm 211 viaturas a operar e 23 máquinas de engenharia.
Foram disponibilizados 12 geradores para fornecimento de energia, o reforço ou disponibilidade de comunicações de emergência através de 12 equipamentos Starlink (satélites), e estão a operar 20 equipas para limpeza e cortes de árvores, das quais 12 com motosserras.
De acordo com o EMGFA, ainda existem 12 operações de desobstrução e limpeza de vias rodoviárias em curso, e estão duas equipas anfíbias em Coimbra e Tancos.
Um total de 150 pessoas está a ser apoiado no que toca a alojamento e alimentação e foram disponibilizados 80 sacos-cama. Segundo o comunicado, as Forças Armadas têm ainda disponibilidade para 1860 camas em 15 unidades militares e 1562 refeições por dia em diferentes unidades militares.
O EMGFA adianta ainda que, no que toca a apoios solicitados pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e em preparação, estão 20 apoios em curso e 14 em processamento, que incluem "desobstrução de vias, produção de energia, operações anfíbias (Busca e Salvamento), transporte de pessoas, bombagem de água, remoção/reboque de veículos, comunicações e alojamento e alimentação".
Adicionalmente, estão disponíveis seis helicópteros e uma aeronave de transporte C-130 da Força Aérea.
Neste comunicado, o EMGFA destaca também os trabalhos no município de Figueiró dos Vinhos, distrito de Leiria, no dia 01 de fevereiro, "que envolveram a colocação de lonas para reparação provisória de coberturas, com o objetivo de mitigar, de forma imediata, os danos provocados pela tempestade", bem como a instalação de módulos de comunicações para fornecer conectividade na Câmara Municipal e nas freguesias de Arega, Campelo e Aguda, "contribuindo para repor comunicações essenciais e melhorar a capacidade de coordenação no terreno".
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
Câmara de Alvaiázere pede desesperadamente mais bombeiros
O presidente da Câmara de Alvaiázere, concelho do distrito de Leiria gravemente afetado pela depressão Kristin, pediu hoje "desesperadamente apoio de bombeiros", porque os da corporação local estão exaustos.
"Os nossos bombeiros voluntários têm sido exemplares, têm estado com elevada disponibilidade todos os dias, mas estão a ficar exaustos. Vemos por essa região fora e também noutras regiões vizinhas corporações de bombeiros a apoiarem os bombeiros dos territórios que foram afetados. Em Alvaiázere, já pedimos e pedimos e pedimos e ainda não tivemos apoio de nenhuma corporação de bombeiros", disse à agência Lusa João Paulo Guerreiro.
Afirmando perceber que nas regiões afetadas pela depressão e agora pelas cheias exista uma forte pressão, o autarca notou, contudo, que "parte do país, nomeadamente a zona sul, ainda não está em risco de sofrer nenhum tipo de devastação parecida" como a de Alvaiázere, pelo que pede "desesperadamente apoio de equipas de bombeiros" para o concelho.
"Desde a madrugada do dia 28 [de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu a região], que só estamos a trabalhar com os nossos bombeiros e alguns militares que nos têm dado uma ajuda imensa, mas que são valências complementares e diferentes, e os nossos bombeiros precisam de algumas horas, de alguns dias de descanso", adiantou o presidente do município.
João Paulo Guerreiro declarou ter feito este "apelo a todos os níveis", na estrutura da Proteção Civil e no Governo.
"Faço-o publicamente, porque neste caso não se trata de respeitar cadeias ou de desrespeitar cadeias, é uma questão de solidariedade e de muita preocupação com estes homens e mulheres que fazem parte do corpo dos Bombeiros Voluntários de Alvaiázere".
Adiantando haver registo de um bombeiro ferido e, além da exaustão física, há a psicológica, o autarca reiterou o "apelo desesperado" e pediu que "haja solidariedade entre as várias regiões e que alguma corporação ou várias corporações de bombeiros possam vir à Alvaiázere".
"Fisicamente, é devastador o trabalho que eles têm feito e psicologicamente, como estão na sua própria terra a ajudar pessoas que eles conhecem, também não é fácil", alertou.
O autarca declarou que a situação no concelho se mantém muito preocupante, havendo já 30 desalojados.
Funcionários do município, das juntas de freguesia e bombeiros de Alvaiázere continuam no terreno "a terminar os serviços de obstrução", referiu.
"Neste momento, já temos mais de 50% do concelho com energia elétrica, em termos de comunicações ainda estamos numa situação muito debilitada", esclareceu, acrescentando que a "grande preocupação" é apoiar pessoas e empresas na "reparação dos danos enormes causados".
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
Impacto do mau tempo no setor do vidro? "Prejuízos vão ser de milhões"
A Associação dos Industriais de Vidro de Embalagem quantificou hoje em milhões de euros os prejuízos para o setor, que aos custos da reconstrução das fábricas danificadas soma as exportações perdidas devido à depressão Kristin.
"Os prejuízos vão ser de milhões", disse à agência Lusa o presidente da Associação dos Industriais de Vidro de Embalagem (AIVE), Tiago Moreira da Silva, considerando "o estado em que estão as fábricas na Marinha Grande, e mesmo na Figueira da Foz", e sustentando que "todos os atores desta indústria na região estão bastante danificados".
De acordo com este responsável, em causa estão os custos da reconstrução "das infraestruturas, principalmente a infraestrutura de cobertura, a infraestrutura de filtros, a infraestrutura de armazéns", mas, também, "as exportações perdidas".
Das três empresas associadas da AIVE (BA Glass, Vidrala e Verallia Portugal), o diretor da Vidrala, Carlos Barranha, exemplificou com a situação das duas unidades de produção na Marinha Grande, que normalmente produzem entre oito e 10 milhões de garrafas por dia, e que a depressão obrigou a "quatro dias de paragem total".
Seis fornos e 23 linhas de produção que representam quase 1.000 postos de trabalho diretos, e fabricam aproximadamente 2.400 toneladas de vidro por dia, estão agora "em fase de restabelecimento progressivo da capacidade produtiva", numa altura em se desconhecem "os custos de reparação e reposição dessas instalações".
"Apesar do impacto nos nossos armazéns, onde temos milhares de toneladas de stock, temos sido capazes de manter os nossos clientes abastecidos sem atrasos relevantes", afirmou Carlos Barranha, acrescentando que a empresa tem "feito os possíveis para ajudar as pessoas, distribuindo gratuitamente gasóleo para as viaturas dos colaboradores, garrafões de água, fruta fresca, as três principais refeições do dia servidas nas cantinas e acesso das famílias aos balneários das fábricas".
Quer este empresário, quer Tiago Moreira da Silva, CEO da BA Glass, outra das associadas da AIVE, elogiam o empenho dos trabalhadores da indústria vidreira e de "todos os portugueses que vieram para ajudar a reconstruir".
Mas para o presidente da AIVE o importante agora é que o pacote de apoios anunciados pelo Governo "se materialize de uma forma rápida e eficaz", dado os prejuízos do setor onde, ainda assim, os postos de trabalho não estarão em perigo se as empresas voltarem rapidamente a laborar.
"O risco da nossa indústria agora está um bocado posto de lado", já que "o grande problema é ficar sem energia elétrica durante muito tempo".
Se assim for, a perda de negócio e a perda da economia poderia levar, de facto, a lay-offs ou a despedimentos, porque não se consegue recuperar".
À Lusa, Tiago Moreira da Silva disse ainda que é preciso "tirar ensinamentos deste evento".
"Os meios de comunicação entre autoridades têm de ser, mais uma vez, testados, ensaiados e funcionais", disse, criticando a demora "na reação e a coordenação após a passagem de depressão".
Também "a comunicação de E-Redes tem de ser mais transparente", sustentou, considerando quem "nestas ocasiões, não se pode ser vago sobre o que é que se está a fazer" quando, dado os impactos de corte de energia muito longos em indústrias como as do vidro.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Mau tempo: Número de realojados pode aumentar hoje em Vila de Rei
O presidente da Câmara de Vila de Rei disse que os estabelecimentos de ensino e os serviços municipais estão em funcionamento hoje e adiantou que o número de realojados pode aumentar ao longo do dia.
"Temos 12 casos [de pessoas realojadas]. Este número poderá aumentar durante o dia de hoje", afirmou Paulo César Luís, em declarações à agência Lusa.
De acordo com o edil, há "equipas no terreno para perceber se aqueles casos em que as pessoas se tinham recusado a sair de casa, e novos casos cujas condições de habitabilidade já eram precárias, necessitam de realojamento ou não".
Este concelho do distrito de Castelo Branco já tinha registado uma dúzia de situações de pessoas "que necessitaram de alojamentos, algumas delas por não haver luz e por que necessitavam de cuidados médicos associados ao fornecimento de energia elétrica", e alguns "por causa das condições de habitabilidade".
No domingo, o fornecimento de energia elétrica estava restabelecido em cerca de 90% do concelho, tendo o autarca adiantado que hoje apenas algumas aldeias estão a enfrentar problemas desta valência.
Vila de Rei tem hoje "mais de 90% da energia elétrica restabelecida nas aldeias, apesar de haver algumas aldeias que parcialmente [ou totalmente] ainda não estão abastecidas por energia, uma questão que se deve já à malha fina que é preciso reconstruir", pontuou.
Paulo César Luís salientou "o esforço que a E-Redes tem colocado no terreno, no sentido de dar cobertura total de energia elétrica a todas as casas" do concelho.
Por volta das 10:30, a aldeia Fernandaires ainda se encontrava na totalidade sem energia elétrica.
Neste momento, a maior preocupação "é preparar o dia de amanhã [terça-feira], garantir que todas as estradas estão desobstruídas [possibilitando o funcionamento de transportes]" e "voltar às aldeias e perceber se ainda há ou se há novas pessoas a precisarem de ajuda no que diz respeito ao alojamento".
Ao meio da manhã, não havia registo de vias cortadas, segundo o presidente da autarquia.
O mau tempo provocou ainda em Vila de Rei um ferido grave, com mais de 70 anos, que podia estar a fazer a reparação do telhado "ou simplesmente a tentar assegurar as condições do telhado, para que não chovesse dentro de casa", quando caiu de cima da estrutura.
Foi também registada uma vítima com ferimentos ligeiros, uma mulher também com mais de 70 anos, após o desabamento de um telhado.
Questionado sobre a estimativa dos prejuízos que o mau tempo ocasionou, a nível financeiro, o líder camarário de Vila de Rei esclareceu que o levantamento está a ser feito, não havendo para já uma conjetura.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.